Odu Okanran
Atoto arere. Ifá fe f’oun e dake:
Orunmilá e Esu eram amigos, mas disputavam entre si o poder. Houve uma guerra na cidade e Ajala Eremi. Tendo isso chegado ao conhecimento de Esu, por seus seguidores que invocavam-no e pediam sua ajuda, ele correu a Orunmilá para contar a novidade. Orunmilá ficou curioso de saber como Esu já sabia da guerra, uma vez que a cidade era longe e parcos os recursos.
Esu, muito vaidoso, disse saber tudo, em virtude de seus poderes, e completou – “vamos lá salvá-los”. Viajaram juntos, e chegando a Ajala Eremi, ajudaram o povo a vencer a guerra, e foram reverenciados e louvados. Na volta, Esu disse a Orunmilá – “você vai ver, a minha magia é maior que a sua”.
Orunmilá riu, disse que seus poderes eram bem maiores, e disse também:
“Ki okunrin ma to ato rin
Ki obinrin ma to ato rin
Ki awo eni ti aso re yio rin”.
“O homem fica em pé e urina andando
A mulher fica em pé e urina andando
Vamos ver a roupa de quem fica molhada primeiro”
Com essas palavras ele desafiou Esu. Caminharam muito até que anoiteceu, e pararam em Ileto, pequena cidade baale (aldeia pobre). Orunmilá pediu aos mais velhos pousada por uma noite para ambos. O Rei permitiu que dormissem e determinou em que casa ficariam. No meio da noite, estando Orunmilá dormindo, Esu acordou bruscamente.
Esu saiu para o pátio, foi ao local onde as galinhas dormiam, agarrou o galo pelos pés, torceu-lhe o pescoço, arrancou-lhe a cabeça e enfiou no bolso. Fez uma ótima e solitária refeição com a carne e alguns inhames, pimentas, tomate e cebolas que achou nos campos, temperou tudo com óleo dendê, bebeu vinho de palma e completou com litros e litros de água fresca. Voltando à casa, chamou Orunmilá, e disse – “vamos embora depressa”. Orunmilá acordou estremunhado, e ainda tonto, achou que era de manhã, e seguiu com Esu pela estrada como bons amigos.
Em Ileto, assim que amanheceu, descobriram a morte do galo, a fuga dos hóspedes e o povo, revoltado, decidiu perseguí-los. Juntaram os Ode (soldados). correram atrás de Esu e Orunmilá e alguém lembrou que Esu usava uma roupa de búzios (símbolo de magia). Esu sabia que o povo de Ileto e os soldados vinham em sua perseguição. Olhava para trás e ria. Falou a Orunmilá – “o povo vem aí, traz lanças, facas e soldados. Mostra a força de sua magia agora”. Orunmilá, sempre muito calmo, disse a Esu – “a mim não pegam. Eu adivinho que você matou o galo, e comeu-o, porque o sangue pinga de seu bolso”. E disse:
“A ki gbo iku a fibi oba as”
“Não se pode ter má notícia. Ela não morre”.
Depois de proferir estas palavras mágicas, Orunmilá disse a Esu – “agora você dá a solução”. Esu sugeriu que subissem em uma árvore sagrada (ikin), de cuja madeira são feitos instrumentos para o culto, e esperassem para ver os Ode passarem.
Os soldados e o povo viram o sangue, e revistando a árvore acharam Esu lá em cima junto com Orunmilá. Alguns ficaram de guarda à árvore, enquanto outros foram buscar machados e facões para derrubá-la. Quando começaram a cortar a árvore, Esu riu e disse a Orunmilá – “é agora! Vamos cair os dois, faça a sua magia, eu faço a minha e veremos qual o poder maior”. A árvore caiu. Orunmilá se enterrou no chão e virou água. Esu bateu no chão e virou pedra.
O povo e os Odes procuraram e não acharam ninguém. O lugar virou uma grande confusão, com todos gritando e se acusando mutuamente. Os que estavam sedentos, viram a água que era Orunmilá, beberam dela e se acalmaram. Os que estavam cansados sentaram na pedra que era Esu e ficaram agitados. Daí para frente, dois tipos de pessoas se criaram no mundo: os calmos e os agitados e todos que jogam Ifá (antigo sistema yorubá de adivinhação), tem que cultuar Esu e Orunmilá.
Odu Okanran.
Fonte: http://www.sandraepega.com.br/
Xirê de Exu
Ateliê de Iaô
terça-feira, 12 de abril de 2011
A encruzilhada do Orun
Depois de Ibualama e Opará, Exu começou a dar os seus sinais. Os buzios trouxeram os seus recados e eu corri para saudá-lo e estudá-lo. Segue um pouco do que eu descobri:
Encruzilhada
Chamamos ORITA META a encruzilhada que divide o Orún (mundo onde residem os Òrìsà e os Ancestrais) e o AIYE ( Planeta Terra. Nesta encruzilhada mora Òrìsà Èsú e também as Ìyá mi Aje, Mães Ancestrais, sem as quais a vida é impossível, porque a elas pertence o mistério da vida e o poder sobre "Nkan Osu", o período menstrual.
Os ebós oferecidos às Eyele (senhora dos pássaros, outro nome de louvação das Ìyá mi), serão melhor recebidos se entregues em locais como estes, e Èsú, que tem forte ligação com elas, também gosta desta morada, onde toma conta do acesso ao AIYE.
São dois caminhos que se unem em um único, como as trompas com o ovário, com o útero, com a vagina, formando um canal de nascimento, que é o único meio de um ser humano chegar à Terra.

Fonte:http://www.sandraepega.com.br/
Encruzilhada
Chamamos ORITA META a encruzilhada que divide o Orún (mundo onde residem os Òrìsà e os Ancestrais) e o AIYE ( Planeta Terra. Nesta encruzilhada mora Òrìsà Èsú e também as Ìyá mi Aje, Mães Ancestrais, sem as quais a vida é impossível, porque a elas pertence o mistério da vida e o poder sobre "Nkan Osu", o período menstrual.
Os ebós oferecidos às Eyele (senhora dos pássaros, outro nome de louvação das Ìyá mi), serão melhor recebidos se entregues em locais como estes, e Èsú, que tem forte ligação com elas, também gosta desta morada, onde toma conta do acesso ao AIYE.
São dois caminhos que se unem em um único, como as trompas com o ovário, com o útero, com a vagina, formando um canal de nascimento, que é o único meio de um ser humano chegar à Terra.

Fonte:http://www.sandraepega.com.br/
Fogo de Rei. Majestade de Rainha
O tempo soprava ventania, maquiava tempestade. Oxum, astuta, vestiu-se de cobre, misturou suas jóias e saiu como sua irmã. Na noite que despontava, havia festa, beleza, havia guerra de paz, havia deboche, havia sensualidade. Inhasã, apesar das desavenças com Oxum, gostou do que viu e resolveu brincar de brisa. Saíram ambas, ladeira abaixo a zombar dos olhares que não as reconheciam em um corpo só.
Misturadas traziam o melhor de cada uma: a ousadia do vento, que não pede permissão e invade todos os espaços, e a sensualidade da cachoeira reluzente, que acaricia e enfeitiça os que se deitam sob ela.
Atraindo olhares, passeavam por todos os deuses pagãos que se divertiam na festa junto aos mortais, mas ninguém as reconhecia. Elas, por sua vez, apenas sorriam de um jeito meio menina, meio mulher. Foi aí que cruzaram com três homens. Um dos mortais as parou, pensando ser uma única, elas lhe sorriram e conversaram como uma mulher qualquer, porém entre eles havia um rei. O único que já desposara as duas, aquele que perdia a cabeça por ambas e, também, o único que as dominava com sua firmeza.
Sem pedir licença, ignorando o pobre mortal, o rei lançou-lhes as palavras certas. Exalou o seu cheiro, o seu poder. A força do seu fogo que leva para o seu reino tudo o que ele deseja, que transforma, em sua, toda mulher que ele escolhe.
Quando ele tirou-lhes a máscara de cobre e sentiu o gosto das duas, fez com que elas, naquele exato momento, se fundissem pra sempre. Não era mais Oxum, não era mais Inhasã, era Opará, uma terceira deusa, nascendo para o seu Xangô, o seu rei soberano. Surgiu ali uma jovem majestosa que, de mãos dadas com o fogo, saiu a rir de um jeito só dela, exibindo sua fresca beleza misturada aos mortais.
Sem que o mundo notasse, a chama de Xangô se acendeu e lançou na festa o seu fogo, o fogo que jamais finda. Opará, sendo meio vento, meio água, apagava e tornava a acender tudo o que mais amava em seu rei.
Foi em meio a essas brasas que os dois sumiram na multidão. Nunca mais foram vistos, mas são sentidos toda vez que corpos ardem em um desejo que jamais sucumbe. É assim que Opará e Xangô vivem nessa terra de mistérios. Foi assim que eles se eternizaram.
Oxum Opará
*Esse texto é uma obra literária não fundamentada em qualquer estudo específico.
Misturadas traziam o melhor de cada uma: a ousadia do vento, que não pede permissão e invade todos os espaços, e a sensualidade da cachoeira reluzente, que acaricia e enfeitiça os que se deitam sob ela.
Atraindo olhares, passeavam por todos os deuses pagãos que se divertiam na festa junto aos mortais, mas ninguém as reconhecia. Elas, por sua vez, apenas sorriam de um jeito meio menina, meio mulher. Foi aí que cruzaram com três homens. Um dos mortais as parou, pensando ser uma única, elas lhe sorriram e conversaram como uma mulher qualquer, porém entre eles havia um rei. O único que já desposara as duas, aquele que perdia a cabeça por ambas e, também, o único que as dominava com sua firmeza.
Sem pedir licença, ignorando o pobre mortal, o rei lançou-lhes as palavras certas. Exalou o seu cheiro, o seu poder. A força do seu fogo que leva para o seu reino tudo o que ele deseja, que transforma, em sua, toda mulher que ele escolhe.
Quando ele tirou-lhes a máscara de cobre e sentiu o gosto das duas, fez com que elas, naquele exato momento, se fundissem pra sempre. Não era mais Oxum, não era mais Inhasã, era Opará, uma terceira deusa, nascendo para o seu Xangô, o seu rei soberano. Surgiu ali uma jovem majestosa que, de mãos dadas com o fogo, saiu a rir de um jeito só dela, exibindo sua fresca beleza misturada aos mortais.
Sem que o mundo notasse, a chama de Xangô se acendeu e lançou na festa o seu fogo, o fogo que jamais finda. Opará, sendo meio vento, meio água, apagava e tornava a acender tudo o que mais amava em seu rei.
Foi em meio a essas brasas que os dois sumiram na multidão. Nunca mais foram vistos, mas são sentidos toda vez que corpos ardem em um desejo que jamais sucumbe. É assim que Opará e Xangô vivem nessa terra de mistérios. Foi assim que eles se eternizaram.
Oxum Opará
*Esse texto é uma obra literária não fundamentada em qualquer estudo específico.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de aniversário!
Há um ano atrás, nesse momento eu já havia tomado a decisão mais importante da minha vida. Todas as outras coisas que aconteceram no meu caminho, de certo modo, não foram escolhas, foram o destino. Esse compromisso não. Ele foi escolhido, amado, cultivado e dedicado desde o momento em que firmei a minha palavra diante dos Búzios.
Oxossi me escolheu como sua filha, mas eu escolhi o momento de viver para essa relação e ele, como bom pai, me recebeu de braços abertos. Pronto a me ensinar a caçar. Fazer-me uma pessoa melhor, paciente e tolerante para esperar pelos momentos oportunos. Mostrou-me que temos uma flecha só, e por isso ela não pode ser desperdiçada.
O aprendizado veio com o sacrifício da espera, da resignação, da humildade de saber aprender, obedecer, porém a bonança veio da segurança de ter a certeza do poder do Orixá, do valor da minha própria sabedoria e inteligência. Foi com essa pontaria certeira que o grande caçador acertou o destino da minha vida. E a sua altivez e discrição me empurram para novos rumos, prósperos e muito mais felizes.
Nasci e cresci, cercada de amor em uma casa de santo linda. Devo toda a tranquilidade e segurança da minha iniciação a minha querida Yá, Mãe Lê de Onira, aos ensinamentos do meu painho Felipe de Logun, e o axé de todos os meus irmãos, que me ensinaram e me acolheram.
Como boa caçadora, a minha casa é a floresta, é o mundo. Um dia me senti sufocada, incomodada e intrigada e precisei de um tempo só meu. Olhei para o meu interior e conversei com meu pai, que sempre me mostra um caminho. Segui o meu coração, pois é nele que o Grande Caçador faz morada.
Estou correndo mundo.
Estou feliz.
Estou festejando.
Hoje é o dia do nosso aniversário de 1 ano.
Hoje meu pai, mais do que todos os dias quando peço a sua benção antes de sair de casa, eu renovo meu amor por ti, minha confiança e minha fé na nação onde o senhor é rei.
Por seus olhos, por sua energia, a cada dia me torno melhor caçadora e desbravadora nesse mundo. Um dia, quem sabe, papai, poderei ter simplesmente uma flecha para ser feliz.
Obrigada por tudo!
Okê Arô, Arolé meu pai!
Xirê de Oxossi - Ketu
Oxossi me escolheu como sua filha, mas eu escolhi o momento de viver para essa relação e ele, como bom pai, me recebeu de braços abertos. Pronto a me ensinar a caçar. Fazer-me uma pessoa melhor, paciente e tolerante para esperar pelos momentos oportunos. Mostrou-me que temos uma flecha só, e por isso ela não pode ser desperdiçada.
O aprendizado veio com o sacrifício da espera, da resignação, da humildade de saber aprender, obedecer, porém a bonança veio da segurança de ter a certeza do poder do Orixá, do valor da minha própria sabedoria e inteligência. Foi com essa pontaria certeira que o grande caçador acertou o destino da minha vida. E a sua altivez e discrição me empurram para novos rumos, prósperos e muito mais felizes.
Nasci e cresci, cercada de amor em uma casa de santo linda. Devo toda a tranquilidade e segurança da minha iniciação a minha querida Yá, Mãe Lê de Onira, aos ensinamentos do meu painho Felipe de Logun, e o axé de todos os meus irmãos, que me ensinaram e me acolheram.
Como boa caçadora, a minha casa é a floresta, é o mundo. Um dia me senti sufocada, incomodada e intrigada e precisei de um tempo só meu. Olhei para o meu interior e conversei com meu pai, que sempre me mostra um caminho. Segui o meu coração, pois é nele que o Grande Caçador faz morada.
Estou correndo mundo.
Estou feliz.
Estou festejando.
Hoje é o dia do nosso aniversário de 1 ano.
Hoje meu pai, mais do que todos os dias quando peço a sua benção antes de sair de casa, eu renovo meu amor por ti, minha confiança e minha fé na nação onde o senhor é rei.
Por seus olhos, por sua energia, a cada dia me torno melhor caçadora e desbravadora nesse mundo. Um dia, quem sabe, papai, poderei ter simplesmente uma flecha para ser feliz.
Obrigada por tudo!
Okê Arô, Arolé meu pai!
Xirê de Oxossi - Ketu
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Arquétipo dos filhos de Oxum
Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na procura dos seus objectivos.
Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.
Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.
Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.
Fonte: www.ocandomble.wordpress.com
Xirê de Oxum (Ketu)
Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.
Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.
Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.
Fonte: www.ocandomble.wordpress.com
Xirê de Oxum (Ketu)
Oxum
Dia: Sábado
Cores: Amarelo – Ouro
Símbolo: Leque com espelho (Abebé)
Elemento: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)
Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade
Saudação: Eri Yéyé ó!
História
Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.
Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.
Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:
O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços.
Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho.
É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.
Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.
Oxum (balé)
Cores: Amarelo – Ouro
Símbolo: Leque com espelho (Abebé)
Elemento: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)
Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade
Saudação: Eri Yéyé ó!
História
Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.
Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.
Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:
O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços.
Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho.
É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.
Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.
Oxum (balé)
Mitologia: Oxum Apará tem inveja de Oiá
Vivia Oxum no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando seus espelhos, eram conchas polidas onde apreciava sua imagem bela.
Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta, sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá, ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres! Oiá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum, Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo, e Oxum Apará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres, vingou-se.
Um dia foi à casa de Egungum e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio, pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Oiá entrou no quarto, deu-se conta do objeto e Oxum trancou Oiá pelo lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou, tentou fugir, impossível, estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero, atirou-se no chão, bateu a cabeça nas paredes, não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiúra. Oiá enlouqueceu, Oiá deixou este mundo. Obatalá, que a tudo assistia, repreendeu Apará e transformou Oiá em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá condenou Apará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001
Opara
Segundo o Sr. Altair T`Ogun, não existem “qualidades” dos Orixás, mas sim títulos ou sobrenomes.
Òsún Òpàra ou Àpàrà: É Opàrà, como já dito, cujo culto assemelhava-se ao de Òsún, mas, que se perdeu no tempo e terminou virando qualidade por aqui (Brasil). Sabe-se pouco sobre Òpàrà, além de semelhanças com Òsún. Ela, ao invés de um abèbè (leque), ela usa uma àdá (espada) e recebe como oferenda, ao invés de cabras, de òdá (bodes castrados).
Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/oxum/
Opara
Um dia saiu Oxum do quarto e deixou a porta aberta, sua irmã Oiá entrou no aposento, extasiou-se com aquele mundo de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação a Oiá, ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres! Oiá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum, Oiá se encantou, mas também se assustou: era ela mais bonita que Oxum, a Bela. Tão feliz ficou que contou do seu achado a todo mundo, e Oxum Apará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres, vingou-se.
Um dia foi à casa de Egungum e lhe roubou o espelho, o espelho que só mostra a morte, a imagem horrível de tudo o que é feio, pôs o espelho do Espectro no quarto de Oiá e esperou. Oiá entrou no quarto, deu-se conta do objeto e Oxum trancou Oiá pelo lado de fora. Oiá olhou no espelho e se desesperou, tentou fugir, impossível, estava presa com sua terrível imagem. Correu pelo quarto em desespero, atirou-se no chão, bateu a cabeça nas paredes, não logrou escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiúra. Oiá enlouqueceu, Oiá deixou este mundo. Obatalá, que a tudo assistia, repreendeu Apará e transformou Oiá em orixá. Decidiu que a imagem de Oiá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá condenou Apará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal empregado pela irmã.
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001
Opara
Segundo o Sr. Altair T`Ogun, não existem “qualidades” dos Orixás, mas sim títulos ou sobrenomes.
Òsún Òpàra ou Àpàrà: É Opàrà, como já dito, cujo culto assemelhava-se ao de Òsún, mas, que se perdeu no tempo e terminou virando qualidade por aqui (Brasil). Sabe-se pouco sobre Òpàrà, além de semelhanças com Òsún. Ela, ao invés de um abèbè (leque), ela usa uma àdá (espada) e recebe como oferenda, ao invés de cabras, de òdá (bodes castrados).
Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/oxum/
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