
Há três meses atrás, há essa hora, eu já estava deitada na minha esteira. Cabeça catulada e a mente divagando sobre a energia do Barué, um dos primeiros rituais feitos no processo de iniciação. Como o meu orixá é Oxossi, ele pedia alvorada e assim foi feito. Saímos de São Paulo por volta das 4 da madrugada rumo a Juquitiba. O destino era um rio caudaloso e bonito usado para esportes radicais.
Como o ritual se deu em uma quarta-feira comum, não havia ninguém no lugar. Pensei que dormiria no caminho, mas estava tão cheia de emoções que não consegui.
A manhã surgiu vagarosa conforme nosso encontro com o rio. Os ebós transcorreram sem sobressaltos. Ossain respondeu por meio de um pássaro cantante exatamente no momento em que o louvava-mos.
Devido a cheia o rio não permitiu que nós avançassemos muito. Ajoelhado nas águas, Oxossi deu o seu primeiro sinal. Algumas madeixas rolaram na catulagem e eu sentia algo novo que não sei explicar. Ainda hoje, em momentos de paz, o retrato mental da minha tranqüilidade tem os contornos daquela paisagem.
Uau, que emocionante!
ResponderExcluirQue Lindooooooooo *--*
ResponderExcluirEmocionante
ResponderExcluirFoi mto emocionante
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